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Criança o desafio de todos os dias

O amanhã de uma nação estará nas mãos dessa gente pequena que hoje faz do brinquedo o seu trabalho, da espontaneidade e sua política sem demagogia, e do ino­cente cantarolar o seu louvor sem hipocrisia. Por isso mesmo, Jesus não hesitou em usar uma criança como paradigma (modelo) da vida no Reino, com esta afirmação categórica: “Em verdade, em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos tornardes como criança, de modo algum entrareis no Reino dos Céus. Portanto, aquele que se humilhar como crian­ça, esse é o maior no Reino do Céu.”

O Divino Mestre ao colocar uma criança no meio dos pretenciosos discípulos, usou-a como um vibrante desafio àqueles que julgavam-se com privilégios no Reino dos Céus. Se na infân­cia do cristianismo foi assim, neste século XX ­conhecido como o século da maturidade – não pode ser diferente. A criança continua sendo um desafio.

A criança – um desafio

Inicialmente a criança aparece como desafio no lar. Mas qual o conceito que fazemos do lar? Um telhado para nos abrigar da chuva? Quatro paredes para nos proteger do vento? Soalho para manter longe o frio? Lar é muito mais do que isso. É o choro de uma criança, e a canção da mãe, é a força do pai, é o calor de corações amorosos, é a luz dos olhos felizes, a bondade, a lealdade e o companheirismo. O lar é a primeira escola e a primeira Igreja da criança, onde ela pode aprender o que é correto, o que é bom e o que é gentil. É para onde a criança se dirige quando quer conforto e, quando doente, procura alívio. No lar é que a alegria é compartilhada e a tristeza suavizada. Onde o pai e a mãe são respeitados e respeitam, são amados e amam, são queridos e querem os seus filhos. Alguém já disse: “É no lar onde até a chaleira canta de felicidade.”

Também a criança surge como desafio aos poderes públicos. Sabemos que não é nada fácil

para um governo atender às naturais reivindicações que envolvem a criança, mas também não pode simplesmente esquecê-Ia. A meta prioritária de um governo deve ser a criança que amanhã tomará as rédeas da liderança nacional para continuar e melhorar o que hoje fazemos com imperfeições. Saúde, educação e ambiente são aspectos desafiadores da criança no contexto de um país, como o nosso, que almeja e tem tudo para ser grande.

Finalmente a criança desponta como um desafio à Igreja. Um desafio à sua teologia, porque há comunidades que não crêem na salvação da criança, contrariando a afirmação bíblica que “até a criança se dá a conhecer pelas suas ações se o que faz é puro e reto”, Pv 20.11.

No todo da Revelação – sem estabelecer faixa etária – a criança, tomando consciência do bem e do mal, necessita de arrependimento e aceitação de Cristo para perdão de seus pecados e salvação de sua alma. Outrossim, a criança é um desafio à mordomia da Igreja. Investir na educação cristã é acumular potencial espiritual para a Igreja do amanhã. Daí a sapiência de Salomão: “Ensina a criança no caminho que deve andar, e ainda quando for velho não se desviará dele.” E por fim, a criança é um desafio à vocação missionária da Igreja. Semear entre crianças é procurar a melhor terra, pois o seu coração não é terra pisada por ideologias pagãs, nem pedregosas de decepções e muito menos infestada por heresias. O coração da criança é Boa Terra, onde o inimigo não teve tempo de semear o joio. É Boa Terra que semeada dá fruto como diz Mateus 13.8: “a cem, a sessenta e a trinta.”

A Igreja do Senhor aqui na Terra tem atravessado dias difíceis. O mundo tem evoluído de forma tão atraente que nos leva à preocupação com nossos filhos. Diante desta realidade, a responsabilidade dos pais e da igreja é muito grande. No livro de Atos 5.42 está escrito: “E todos os dias no templo e nas casas, não cessavam de ensinar e de anunciar Jesus Cristo.”

Jesus é o mesmo ontem, hoje e eternamente. Isto é uma verdade incontestável, sabemos disso. Porém, a humanidade está evoluindo e com o passar dos tempos sua mentalidade muda.

Por isso, a Igreja precisa de ter a preocupação em usar recursos atuais, para alcançar as crianças em particular, atendendo os interesses de cada idade.

Usando métodos inteligentes

Pelo exemplo citado, podemos imaginar quantas outras regiões carecem desta assistên­cia. O lavrador precisa conhecer os tipos de ter­ra onde poderá jogar suas sementes. Assim, também, precisamos usar táticas inteligentes para ganhar as crianças para Cristo.

Jesus, o Mestre por excelência, usou recur­sos da natureza para que o povo compreendesse melhor a sua mensagem. Em Lucas 21.29-31, ele diz: “Vede a figueira e todas as árvores. Quando começarem a brotar, vendo-o, sabei por vós mesmos que o verão está próximo. As­sim também, quando virdes acontecer estas cousas, sabei que está próximo o reino de Deus.”Vede a figueira… Jesus tinha essa preo­cupação: facilitar o entendimento do povo.

“Devemos dar ensinamentos à criança de maneira sobremodo agradável, e que Jesus, para ela, tome-se um ser tão atraente, do qual ela nunca venha a querer separar-se. E se um dia isto acontecer, a imagem encantadora de Jesus, adquirida na infância, pesará na decisão da escolha, na fase adulta.”

Como a criança poderá adquirir uma ima­gem encantadora de Jesus, se durante os cul­tos, senta em bancos ou cadeiras sem encosto, onde as perninhas, não alcançando o chão, fi­cam dependuradas e dormentes, e em consequência a criança toma-se inquieta, procuran­do uma acomodação mais agradável? Além do mais, por não ter maturidade suficiente para entender a linguagem falada no púlpito, aque­les momentos dentro da igreja tomam-se sem sentido, sem graça, cansativos, levando a criança a dormir ou a querer brincar no pátio da igreja.

 

Extraído

 

Postado por: Pb. Ademilson Braga

 

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