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E.B.D

Aprendendo com o Mestre da sensibilidade

Publicado

em

EBD – Jovens – EDIÇÃO: 17 – 2º Trimestre – Ano: 2022 – Editora: Betel

LIÇÃO – 04 – 24 de abril de 2022

TEXTO DE REFERÊNCIA

 Mc 1.40-45

LEITURA SEMANAL

Segunda-feira – Fp 2.5
Precisamos ter o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus.
Terça-feira – Lc 7.13
Jesus tinha empatia com o sofrimento das pessoas.
Quarta-feira – Jo 3.16
O amor de Deus era sacrificial.
Quinta-feira – Jo 4.27
Jesus tinha tempo para ouvir as pessoas.
Sexta-feira – Jo 11.35
Jesus chorou diante da família de Lázaro.
Sábado – Mc 1.41
Jesus tocou num leproso.

VERSICULO DO DIA

“E Jesus, chamando os seus discípulos, disse: Tenho compaixão da multidão, porque já está comigo há três dias e não tem o que comer, e não quero despedi-la em jejum, para que não desfaleça no caminho.” Mt 15.32

VERDADE APLICADA

A sensibilidade de Cristo, demonstrava o caráter de um Salvador amoroso que se importava com as pessoas.

INTRODUÇÃO

Jesus era um ser humano fantástico, notável em amor e sensibilidade. Ele tinha tempo para ouvir as pessoas; entendia até mesmo o que não era verbalizado, pois Jesus conseguia ouvir os anseios silenciosos da alma humana.

I – AMOR: O DIVISOR DE ÁGUAS

Um dos sentimentos que moveu o coração de Deus para redimir a alma humana foi o amor; por intermédio de Jesus, vemos o verbo amar sendo colocado em prática, pois Ele viveu uma vida a serviço de Deus e da humanidade.

  1. O amor transcende barreiras. O ser humano ama de maneira conveniente e limitada, muitas vezes, por algumas barreiras como cor, sexo, raça e religião. É muito difícil alcançar determinados grupos com o amor de Deus vivendo de maneira preconceituosa. Jesus era judeu, mas rompeu a barreira geográfica e cultural ao conversar com uma mulher samaritana (Jo 4). Até mesmo os gentios entraram no grande amor de Deus (At 10.34). A Bíblia diz que Deus prova o Seu grande amor para conosco em que Cristo morreu por nós sendo nós ainda pecadores (Rm 5.8). Se quisermos alcançar esta geração, precisamos nos desvencilhar de nossos preconceitos e amar como Jesus amou.
  2. O amor ágape. Quando estudamos a expressão amor no grego, vemos quatro expressões que são usadas para conceituar os tipos de amor. O primeiro fala do amor no sentido de amizade (gr. fileo); O segundo é considerado o amor fraterno (gr. storge), o terceiro tem conexão com o sexo (gr. eros). O quarto tipo de amor é o amor sacrificial e geralmente é usado para descrever o que Deus fez pela humanidade (gr. ágape). Muitas vezes, nas cartas paulinas, somos desafiados a amar as pessoas como Deus nos amou, ou seja; de forma sacrificial e sem esperar nada em troca. Vivemos um tempo em que o amor tem se esfriado (Mt 24.12). Por isso necessitamos estar em comunhão com Deus, pois Deus é amor.

II – COMPAIXĀO E ALTRUÍSMO

Durante Seu ministério, percebemos que Cristo realizava milagres como a multiplicação de pães; fazia sinais e prodígios com o intuito de revelar o grande amor de Deus. O que precisa ser destacado é a motivação que O levava a fazer algo pelo próximo.

  1. Os milagres de Jesus eram precedidos pela compaixão. Analisando os milagres operados por Jesus, percebemos que, antes de realizar a ação, Jesus era tomado por um sentimento. Na passagem da cura de um leproso, registrado no Evangelho de Marcos, lemos: E Jesus, movido de grande compaixão, estendeu a mão, e tocou-o, e disse-lhe: Quero; sê limpo, Mc 1.41. A expressão compaixão tem a ideia de empatia, ou seja, colocar-se no lugar do outro. Interpretando o texto sob este ponto de vista: antes de Jesus realizar a cura daquele leproso, Jesus sentiu a dor que aquele homem sentia e quem sabe até mesmo a vergonha de ser um leproso. Quem quiser ser canal de bênção para transformar a vida das pessoas, necessita ser mais sensível à realidade alheia.
  2. Menos fama e mais altruísmo. Jesus caminhava na contramão de Sua sociedade, enquanto as pessoas tocavam trombeta de tudo o que era realizado, Jesus simplesmente, dizia: “Vai e não conta a ninguém o que Deus fez por ti’, Mc 1.44. A motivação de Jesus não era o sucesso, mas sim a glorificação do Pai. Jesus era altruísta, Suas ações visavam o bem-estar do próximo e a morte vicária de Cristo foi o maior exemplo desta sublime atitude. Infelizmente, na atualidade, o que mais presenciamos são pessoas querendo se promover a qualquer custo por intermédio do dom que Deus confiou a elas. Importa que o Senhor cresça e que o Seu nome seja glorificado (Jo 3.30).

III – O PROPŐSITO DA MISSÃO

Toda a maneira de ser e de viver de Cristo foi para cumprir o objetivo pelo qual Deus estabelecera (Jo 9.4). A dor, a agonia da cruz, a traição de Judas, a perseguição religiosa e a falta de fé do povo não foi capaz de demovê-lo de Sua missão.

  1. A vida precisa ter um propósito. Não estamos nesta terra apenas para ver a vida passar, mas sim para cumprir a missão que Deus nos confiou. Deus designou a Jesus para a mais nobre das missões, servir como sacrifício perfeito para remissão dos pecados da humanidade. João, ao escrever Apocalipse, diz que Ele é o Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo (Ap 13.8). O propósito que Jesus tinha fez com que Ele não potencializasse as coisas que aconteciam em Sua vida. Quando vivemos os propósitos de Deus, precisamos avançar sempre e nunca olhar para trás. Paulo, o grande apóstolo dos gentios, encontrou um propósito para sua vida e foi até o fim (II Tm 4.7).
  2. Morrendo por uma causa. O ápice da obra redentora foi a morte de Cristo na cruz. Enquanto as pessoas que eram crucificadas recebiam a punição pelos seus erros, Jesus estava ali por uma causa nobre: reconciliar o homem com Deus (II Co 5.18). Nunca na história humana houve ou haverá um evento como a crucificação de Jesus, em que a natureza se comoveu: O texto bíblico narra que houve trevas sobre a terra, a terra tremeu e as rochas se fenderam (Mt 27.45,51). A compaixão de Jesus pela humanidade O fez doar-se sem limites. Ele se fez homem, veio ao mundo em nosso resgate, se fez réu em nosso lugar, pagou a nossa dívida e nos justificou diante do Pai.

    CONCLUSĀO

A sensibilidade de Cristo rompia barreiras culturais e religiosas, pois focava no ser humano e Seu indescritível Amor revelava a essência de Seu caráter.

 

 

Postado por: Pr. Ademilson Braga

Fonte: Editora Betel

 

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